(...) “Mesmo que eu negue, eu preciso de você. Preciso dessa sua risada gostosa, da sua voz mansa, das suas brincadeiras, das suas maneiras de me deixar irritada — porque você sabe que quando se trata de você me irritar, 2 minutos depois eu já tenho deixado pra lá e já estou rindo pra você novamente — E confesso que até gosto quando você some e me deixa aqui com saudades, e gosto mais ainda quando você volta; Gosto das suas crises de ciúmes bobo e quando você ri de mim porque não sei cozinhar nada além de miojo e brigadeiro, mas não tem problema não é? Você mesmo diz que nós daremos um jeito… Nós, fico tão feliz quando ouço essa palavra, é tão bom pensar no futuro e ver você lá do meu lado quando eu acordar num domingo de manhã sabendo que não temos horário para sair da cama. E depois, com aquele seu leve sorriso que quase não se mostra os dentes, você se senta na sua poltrona favorita, alterna o seu olhar entre mim e o seu jornal na categoria de esportes enquanto toma uns goles de café.” — Raquel Andrade (des-controladamente)